Tela do artista plástico moçambicano Antero Machado.

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sábado, 11 de setembro de 2010

HAIR

A postagem sobre os pelos femininos me trouxe a memória de um grande acontecimento que mudou radicalmente a minha vida.
Eu o relembro ainda com emoção e conto para vocês.
Hair  esta sendo encenada na Broadway e quem tiver a oportunidade de assistir não pode perder, pois essa é a montagem do texto original, sem adaptações. Fantastico!!!

Ao final de 1969, o musical Hair chegou a Beagá, com grande estardalhaço.
Era uma peça onde os atores eram “hippies, loucos desvairados, rebeldes, subversivos”, e outras cositas más.
Fui assisti-la, com a namorada da época (ah, que saudade!) no Teatro Francisco Nunes, no Parque Municipal.  Chegamos entusiasmadíssimos para ver aquela novidade!
De cara, nos deparamos com os atores perambulando em torno do teatro, um bando de ilustres desconhecidos, maltrapilhos, cabelos desgrenhados, caras de sujos, aparência de drogados..... Confesso que deu medo!
Outra coisa que me chamou a atenção era o fato de serem todos bem jovens, da minha idade, e me pareceram tão maduros...
Hair havia estreado na Broadway, no Teatro Baltmore em 29 de abril de 1968 com grande sucesso e teve quase duas mil apresentações no local.
O musical segue a trajetória de um grupo de hippies, A Tribo,  da Era de Aquário politicamente ativos, em sua luta contra o recrutamento militar no período da Guerra do Vietnam. Entre os hippies estão Claude e Berger, que lutam contra a convocação do primeiro, e Sheila, filha de burgueses, apaixonada pelos dois, mas muito envolvida na luta política para cuidar de seus sentimentos amorosos. Eles e os outros membros do grupo sintetizam o pensamento e a prática dos hippies nos anos 60.
Neste mesmo ano do lançamento do musical, 1968, no mês de dezembro no Brasil era assinado o Ato Institucional nº 5 que intensificou a ditadura militar com cassações de direitos políticos, prisões e torturas áqueles que se opunham ao regime e exigiam liberdade em todos os sentidos e principalmente de "expresssão" no caso dos artistas.
Neste contexto, no ano seguinte ou seja em outubro de 1969 estreava em São Paulo a montagem brasileira do musical, no palco do Teatro Aquarius, mais tarde Zaccaro, na Bela Vista. Graças à audácia do ator e produtor Altair Lima que comprou os direitos da peça para ser encenada no Brasil e investiu todas as suas economias, na época, cerca de duzentos (200) milhões de cruzeiros e permaneceu em cartaz de 1969 a 1972, sempre tendo apresentações com lotações esgotadas e chegando a quase duzentos mil espectadores só nos oito primeiros meses de lançamento .
Ademar Guerra, diretor e o produtor Altair Lima tiveram que vencer várias dificuldades. Primeiro, a descrença de empresários teatrais de que era possível montar um musical do porte de Hair no Brasil. Depois de vencida esta resistência, veio outro problema: a censura.
A montagem original era repleta de cenas em que os atores apareciam nus, o que desagradou a censura. Seguiu-se uma penosa negociação e, ao final, os censores concordaram em que a nudez dos atores seria mostrada apenas uma única vez na peça, em uma cena com apenas um minuto de duração e na qual os atores deveriam permanecer absolutamente imóveis.
Apesar das restrições, Ademar deu um tratamento requintado à cena, que caiu no gosto do público e da crítica e é lembrada até hoje como um dos grandes momentos do teatro brasileiro.
Na introdução do tema ”Aquarius”, eu já estava totalmente em choque!
A partir daí foi um choque atrás do outro
O elenco não estava fazendo uma tribo hippie – era uma tribo hippie. Seus cabelos inclusive eram de verdade, não eram perucas. Não tinham nem um pingo de maquiagem e a luz era tão genialmente marcada nas profundidades do teatro que a minha sensação foi estar realmente testemunhando um rito tribalista, observando uma real comunidade hippie
Eu me lembro, que em certo momento da peça, todos cantando, entram sob um grande lençol branco, enorme, e a iluminação joga luzes giratórias de todas as cores incidindo em movimento sobre ele. O grande lençol se movia como um mar em ondas, notava-se uma grande agitação por baixo dele.
O canto continua , as vozes foram se elevando e de repente.....
O pano sobe e estão todos eles nus, de braços abertos, paralisados e amplamente iluminados com luz branca, clarissima.
Esta cena durou a imensidão de 1 minuto e todas as luzes se apagam!
Foi um silencio sepulcral. A platéia estática, de olhos arregalados.
Ninguém nunca havia visto uma coisa daquelas. Todos embasbacados.
Confesso que até hoje tenho gravado em minha memória, todas as cenas, com tinta indelével.
E eu vi!!!!!  Eu vi Sonia Braga com 18 aninhos peladinha, nua em pelo, com pelo, na minha frente, a no maximo 10 metros. Durante 1 minuto inteirinho. Durou uma eternidade, pois até hoje a vejo claramente.
Hair foi um marco na minha vida.
A mosca da liberdade de expressão, a liberdade de “ser”, a contracultura, o poder da juventude, me picou e norteou para sempre o rumo da minha vida.
Me marcou o ideal hippie que retratava a peça. Não tratou o jovem como um estado de espírito e sim como uma pessoa qualquer de pouco mais de 17 anos… Adolescentes perdidos e contestando algo que  não sabem direito o que é, que precisam estar em bandos pra se proteger até deles mesmos. Eu era um deles ....
Hair não era só uma celebração da contracultura. Era uma celebração total. A tribo que eu vi naquela época está longe do ideal hippie dos fofos doces macrobióticos chatos que a gente se depara por aí cantando Hare Krishna e vendendo incenso ou henna. Eles eram zangados, hostis, ao mesmo tempo ternos e amorosos,  arrogantes, confusos, arrojados, mas com medo dos pais, do país, de Deus, com medo de ir pro inferno, com medo de uma vida nova, que se anunciava sem regras, sem partitura. As novas regras sociais quem fariam seriam eles, e isso  os assustava. Cada um testava seus limites. Em tudo!! Os horizontes se extenderam.
Hair marcou a estréia de vários jovens atores e atrizes, que depois se tornaram famosos por suas atuações no teatro, cinema e televisão.
O elenco era totalmente desconhecido, Eram jovens, muito jovens. E muito sinceros e com uma entrega e uma verdade tão completa que era difícil não acreditar que eles não estivessem drogados numa “viagem” durante o espetáculo. Ao final da peça, enquanto cantavam “Let the Sunshine in”, os atores desceram ao publico distribuindo flores em profusão.
Estavam a 10 mil por hora, correndo pelos corredores, subindo em poltronas, abraçando as pessoas da platéia, provocativos e desafiando os meus pudores e preconceitos.
O elenco inicial era composto por Armando Bogus, Sônia Braga, Maria Helena, Altair Lima, Benê Silva, José França, Neusa Maria, Marilene Silva, Laerte Morrone, Aracy Balabanian, Gilda Vandenbrande, Bibi Vogel e Acácio Gonçalves.
Sônia Braga, então com 18 anos, foi a grande estrela da peça, mas quase ficou de fora do elenco, pois não contava com a simpatia do diretor Ademar Guerra e só foi aceita por conta da insistência de Altair Lima.
Entre os que se encantaram com Sônia, estava Caetano Veloso que compôs Tigresa em sua homenagem. Sônia era a “tigresa de unhas negras e íris cor de mel, que trabalhou no Hair”.
Ao longo da carreira da peça, que se estendeu até 1972, entraram as atrizes Ariclê Perez e Edyr Duqui (que depois faria parte do grupo musical As Frenéticas) e os atores Antonio Fagundes, Nuno Leal Maia, Ney Latorraca, Denis Carvalho, Buza Ferraz e Wolf Maia.
A direção musical da peça foi de Cláudio Petraglia, a coreografia, de Márika Gidali e a tradução das músicas para o português, de Renata Pallotini.


O filme Hair, baseado no musical, de 1979 foi dirigido por Milos Formam
A grande diferença entre os enredos da peça e do filme é que na peça Claude chega à conclusão que a vida na “Tribo” não é o que ele realmente deseja e vai para o Vietnam. No filme, Berger toma seu lugar involuntariamente e morre na guerra. O musical encerra sem que o público fique sabendo o destino de Claude no Vietnam.

16 comentários:

  1. Lufe , agora fiquei com inveja de você , ...
    Ah , que droga , não vivi isso !!! :(
    Tirando a inveja , me deliciei e me transportei.

    Antes de sair vou tomar uma vodka pra relaxar e mandar a inveja embora .

    Bjo.

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  2. Malu,
    Vendo hoje o filme, parece um bando de hippies ingênuos, alienados, infantis.
    Na época era uma revolução. Para comparar, pegue um filme ou noticiários do inicio dos anos 60, Compare o que vir com o final desta mesma década. Foi uma tremenda revolução social em todos os aspectos, cultural, sexual, físico, mental.
    Como você disse, tive a sorte de ver e participar disso. Em 69 eu tinha 19 anos.
    E a luta foi enorme, principalmente em família tradicional mineira.
    bjo

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  3. Vi o filme inúmeras vezes...sempre me atraiu os anos retrataos no 'Hair'...Vi tbém uma montagem em SP toda em inglês por um curso de lingua estrangeira, feita pelos estudantes...
    Abçs e um bom fim de semana!

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  4. Franck,
    Resumindo, foram anos fantasticos.
    Aconteceu de tudo naquela época.
    Você notou alguma diferença entre a peça e o filme?
    abço.

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  5. "A mosca da liberdade de expressão, a liberdade de “ser”, a contracultura, o poder da juventude, me picou e norteou para sempre o rumo da minha vida."

    Você me fez pensar nas moscas que nos "picam", certas moscas... e mudam as nossas vidas por completo e não fica telha sobre telha.

    Os movimentos hippies fizeram enormes transformações, eu era um bebê, uma pena! Queria ter visto, um pouco, mas queria ter vivido esta época aqui, na América, e não no Brasil.

    Esqueci-me de comentar: quanto aos cabelos, pelos, você disse que tinha o cabelo batendo no meio das costas. Eu queria dizer que cabelo na cabeça é bonito sempre não importando o tamanho. Rs... cheguei a sonhar com aquela foto da moça cabeluda...rs!

    Um abraço!

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  6. Vi o filme quando era adolescente, achei patético. Talvez se o visse hoje teria um outro olhar..
    Bom mesmo foi ler sua crônica muito bem escrita, e carregada de sentimento, me transportou para a sua maneira peculiar de ver as coisas, isso sim é encantador,

    Abraços,

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  7. Lily,
    É tem umas que a "picada" é avassaladora.
    Mas as transformações por aqui tambem foram legais.
    O interessante é que este mivimento ocorreu no mundo todo praticamente ao mesmo tempo. E não existia internet, nem TV a cores existia...rs
    Houve o 68 de Paris, o Woodstock, os movimentos daqui....foi muita coisa ao mesmo tempo e num prazo muito curto.
    Mesmo naquela época, "aqueles" cabelos eram horrorosos.....rsrsrs
    bjo

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  8. Ester,
    Foi o que eu disse a Malu. Você vendo o filme com o olhar de hoje,ele é extremamente infantil e patetico.
    Mas esse olhar de hoje, só foi possivel por causa da transformação causada por estes movimentos daquela epoca.
    Você assistiu " Anos Dourados", aquela minisserie da Globo. Imagine voce a jventude sendo daquela forma em 1965 e sendo como os hippies em 69.
    Foi em um prazo curto demais. Ocorreram, claro, excessos demais tambem. So que havia uma grande diferença do que ocorre hoje. Não havia violencia.
    Existiam as drogas, pode parecer pieguice da minha parte, mais como novas formas de experiencia de abrir a mente e não existia o "trafico"da forma que é hoje. Havia muita discussão sobre as religiões, orientais. Lembra dos Beatles na India?
    A juventude da época testava seus limites. Mas tinha uma causa: Transformar o mundo. E o mundo mudou.E muito.A emancipação da mulher surgiu naquela época. No movimento hippie, ela já era vista como igual, mesmos deveres e direitos.
    bjo

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  9. A postagem dos pelos te lembrou Hair rs...
    li qdo li isso.

    Essa peça eu queria ter visto, no contexto que vc viu.
    Era uma rebeldia diferente. Eu considero mais bonita. Pregava amor, liberdade, paz, cada um em seu mundo do jeito que ele é.
    Em pleno AI-5, que coragem! Era necessário coragem até mesmo para ir assistir uma peça dessas, não é? Minha mae conta que quando ia ver algum filme ou peça mais "revolucionária", sempre tinha um ou outro olheiro de plantão, disfarçado, achando que ninguém sabia que era mais um dedo duro da ditadura.

    Altair Lima, grande ator, segurou as pontas na Tupi até o fim da emissora... cara de visão mesmo.

    A peça sempre é remontada por aqui, no Japão. Sempre está em temporada, acho bacana. É um jeito de mostrar os valores de toda uma geração.
    Abraços

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  10. Lufe, queridão!!

    Eu fui conhecer Hair, ouvir falar, acho que com uns 18 anos.
    Era o comentário, e uma vez tive uma aula muito rápida sobre isso qdo fazia cursinho.
    Meu professor disse na época, que foram hippies que na época faziam apologia as drogas, a liberação do "paz e amor".
    Mas ele disse que não concordava com isso, pois sempre que passa o tempo, as pessoas, a gente enxerga com olhos diferentes.
    Ele dizia que não achava uma apologia as drogas não, que óbviamente existiam, mas era uma coisa muito mais inocente.
    Inocente no sentido da própria droga.
    Como assim, perguntamos nós?!
    E ele disse que se a gente for comparar o mundo dos anos 60 e os de hoje, era inocente sim, e eu concordei com o que ele falou.
    Antes, tinham as drogas, claro.
    Mas não existiam traficantes, guerras de morros, e tantas denominações que temos hoje, por essa briga cruél e cheia de sangue.
    Sem contar que muitas pessoas na época torciam o nariz para a cena de nudez.
    Mas eu penso que Hair, abriu as portas do mundo novo.
    Foi uma revolução, uma revolução que encantou.
    Eram pessoas do bem, cheias de idealismos, hormônios explodindo, almas despontando num horizonte. (To errada? me diga, porque não vivi isso, nem tive a sorte maravilhosa que vc teve de assistir).
    Vi o video, e vou procurar muito mais pela net, locadoras, porque de verdade, eu já me apaixonei por esse movimento.
    Quantas coisas maravilhosas já aconteceram até chegar nos dias de hoje, não Lufe??
    Acho fantástico isso.
    Mais lá na frente, nossos netos, bisnetos um dia tbm vão achar engraçado, estranho, ou sei lá o que as coisas que um dia nós vimos, vivemos.
    O mundo é mágico!

    Beijo meu querido. Obrigada pelas palavras de sempre, pelo carinho comigo, com todos.
    Isto te torna único, e tão especial.
    Porque hoje, pra mim, posso dizer que você é um tremendo cara, tremendo amigo, e essencial na minha vida!

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  11. Alexandre,
    Era uma luta contra as rígidas convenções sociais.Como eu já disse, em uma época onde a divulgação através da mídia era muito lenta, a TV tinha sido lançada no Brasil a pouco mais de 15 anos, ainda engatinhava, não havia Internet, comunicação telefônica precária, e esse movimento se espalhou pelo mundo todo como fogo em pastagem no verão....Era a grande opressão social que levou os jovens a se rebelarem. Os cabelos foram o símbolo onde os cortes preconizados pela geração anterior ainda eram os cortes da época da 2º Guerra, nucas raspadas. E as roupas coloridas. Para você ter uma idéia, eu fui um garoto Zona Sul de classe media alta. A minha primeira calça Lee, só a tive aos 17 anos. Antes eram calças que hoje chamamos de social fino. Camisas, só brancas ou azuis e eram de um tecido sintético. Camisas de outras cores, nem pensar! Em 70 eu já usava uma calça feita com pano de colchão, daqueles listrados, de algodão, com um cós de 15 cm e um cinto de mais ou menos uns 7 cm. Esta calça de cós baixo, quase deixando o cofrinho a mostra, não é invenção de hoje. Usava camisas floridas que hoje não se usam nem no Hawai....rsrsrs
    Sua mãe lembrou bem, na apresentação do Hair aqui em Beagá, tinha uma tropa da PM patrulhando todo o entorno do Teatro.
    Um grande abraço

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  12. Adoro as músicas!!!
    Clááááásicos!

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  13. Sil, minha querida
    Tenho carinho com as pessoas que me são especiais e você certamente é uma delas.Tem sempre um cantinho guardado aqui pra você.
    Como eu disse anteriormente, as drogas não tinham a conotação que tem hoje.
    Funcionavam como chave, caminho, para a abertura da percepção.
    Lembro-me do livro “As portas da Percepção”, e Carlos Castañeda. Era leitura obrigatória, assim como Sidarta, Krishnamurti,e etc.
    Era a busca do transcendental, da liberação do espírito, abertura da mente.
    O contexto era outro.
    Não era de forma alguma esta noção pejorativa de Sexo, Drogas e Rock’n Roll. Claro que isso tudo existiu, e muito, mas a conotação era outra. E violência, never!!!
    Comparados aos dias de hoje, sem a filosofia de amor e fraternidade, eram crianças perto dos jovens de agora. E os hormônios estavam a flor da pele, e como estavam....rsrsrs. Já havia a filosofia do amor livre, da consciência ecológica, da vida comunitária, do retorno à natureza, o crescimento espiritual. Tudo isso foi um pouco esquecido com o “Milagre Brasileiro” dos anos 70. Esta voltando agora e espero que seja para ficar.
    Beijão procê

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  14. Lady
    Estas musicas são inesqueciveis, e não há quem não se comova, mesmo não sendo daquela época.
    Elas são atemporais.Coisa de genio.
    bjo

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  15. LUFE
    Sempre disse que se fosse pra viver em outra época...escolheria a dos hippies ! Tenho muita curiosidade em saber o que passava ou o que nao passava na cabeça daquela gente rs ...hoje eu tenho uns conhecidos que se vestem no estilo e que adoram ser chamados de hippies, pura bobagem , não sabe nada a fundo sobre isso !
    Eu nunca a assisti Hair !
    E outro assunto : Cade meu bloco de respostas no post abaixo rs! Eu falo e volto pra ler as respostas rs !!!!!!
    Beijooooooooos

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  16. Ana,
    Tem muito hippie de boutique....rsrs
    Falta a essência...
    A cabeça era igual a de todos nos, a epoca é que era diferente.Sabiam que não queriam a vida dos pais, mas não sabiam as opções que tinham. Então partiram para a experimentação, testaram seus limites, e com isso ocorreram muitas transformações. Depois que a poeira abaixou, sobrou o que tinha de melhor, a liberdade de “ser”!
    Pegue na locadora e assista, mas tente se localizar no contexto, vale a pena.
    O outro post eu respondi em bloco....rsrsrs
    Passei todo o dia fora.
    bjos

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