Tela do artista plástico moçambicano Antero Machado.

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sábado, 21 de maio de 2016

CAUSOS DE MINAS XXIX

O BATIZADO



Nos rincões de Minas, toda currutelazinha, tem pelo menos uma capelinha.
Mas Padre que é bom, muito poucos.
O Pároco da região costuma correr estas currutela, de tempos em tempos, e as vezes ficam muitos anjinhos sem batizar, muita gente amigado sem casar.
Quando o vigário chega, correm todos pra arrumar a situação perante a igreja.
Afinal, quem  que quer ir pro inferno?
Visitar o belzebu?
Numa dessas, visitas, o padre Feliciano, chegou numa aldeiazinha, Morada Nova,  e o povo logo fez fila pros batizados.


Dona Ivonete foi batizar a filhinha que já tinha um ano.
O padre logo  começou o interrogatório:
- Nome?
- Maria Ambrosina
- Nome da mãe?
- Sou eui méis, Josefina Ivonete...
- Nome do pai?
- Num posso dizê....
- Tem que dizer. Se não disser, não batizo!!!
- Mas seu padre, eu num posso fala....
- Ou diz ou não batizo – reafirmou o padre!

Ivonete, sem saber o que dizer. Se não fala, o padre não batiza a pagã. Vai deixar a menina ir pro inferno? Pensou bem e resolveu:

- Ta bao, ta bao, já que é assim eu falo....
É o frei Jose Firmino!
- Uai, o frei Firmino tirou a batina? – perguntou o padre.

Ao que prontamente responde a Ivonete:

- Não sinhô, padre. Ele sigurou com os dente!!!!!



quinta-feira, 19 de maio de 2016

CAUSOS DE MINAS XXVIII

JOGO DOS ANTOMO




Nos botecos de Minas, tem de tudo.
É o local onde o pessoal da cidade se encontra, pra levar um papinho, tomar uma pinga, assuntar sobre as ultimas novidades e principalmente pra passar o tempo.
Outro dia, passando pela venda do Jeremias, observei dois caboclinhos, jogando um joguinho diversas interessante.
Segundo eles, o jogo se chamava “jogo dos antomo” e cada rodada valia uma pinga.
Esse eu não conhecia, parei pra ver.
Conto pra vocês o que vi .
E o jogo começa:

-  Gordo
-  Magro
-  Homi
-  Muié
-  Pretro
-  Branco
-  Verde
-  Verde?!? Nada disso, sô! Verde é cor, num tem antomo não!!!
- Craro que tem sô!
-  E é quar?
-  Maduro, uai!
-  Viche, né qui é mermo?
-  Manda la minha pinga......
-  Vamo de novo, mas eu vô cumeçá, agora vô ganhá!!!!

E partiram para a segunda rodada:

- Podi  cumeçá ocê intão...
- Vamo lá....
Saúde
- Duença
- Moiado
- Seco
- Deus
- Diabo
- Fumo
- Fumo?!? Dedi quandofumo tem antomo?
- Cê é burro dimais, sô! Craro qui tem....
O antomo de fumo é craro qui é vortemo!!!!
Ganhei......

E assim, passei a noite, me divertindo a valer.

Não é que os caboclinhos eram bem espertinhos?



sábado, 14 de maio de 2016

CAUSOS DE MINAS XXVII

                                                                   NARIZTUPIDO





He He Minas Gerais.
Minas é uma terra de gente boa, simples, enraizados no lugar.
Gente que adora sua cultura, suas comidas e sua gente.
Nesses tempos de hoje, de mundo globalizado, da web, do zap zap, mesmo assim se mantem na mesma simplicidade e ingenuidade.
Vou contar um causo pra vocês, para verem como são, ainda hoje, as coisas por aqui.

                                                                       ***

No interior de minas, um casal de amigos caminhava pelo pasto de uma fazenda, ate que viram um cavalo transando com uma égua, e a amiga perguntou:

- Cazarberto........, qui é aquilo?
- Elis tão casalano, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!!
- Mas cumé qui o cavalo sabei qui ela tá no cio, Casarberto?
Aaaara!! É qui o cavalo senti o chero da égua no cio, sô!

Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a amiga perguntou de novo, e o amigo deu a mesma resposta:

Andaram mais um pouco, e viram um touro transando com uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta:

- O toro senti o chero da vaca no cio!

Continuaram caminhando, os dois em silencio, e de repente a moça para e pergunta:
- Õ Casarberto, se eu perguntá uma coisa procê, õce jura que num vai fica chatiado?
- Craro que não Rosinha, õce podi preguntá!

- Ocê tá com o nariztupido???????



* Caso de domínio popular



quinta-feira, 17 de setembro de 2015

CAUSUS DE MINAS XXVI – A CURA



Ah, essas Minas Gerais!
Eita terra de povo bão, como se diz por aqui.
Nessas minhas andanças pela minha terra, dei de cara com uma pequena comunidade, a beira de um riachinho, lá pras bandas da Serra do Cipó.
Como sempre faço, parei numa venda para um cafezinho e, como é minha característica, assuntar com o dono do local sobre o povo da região.
São os “causos” destas pessoas simples que mostram toda a riqueza e beleza das gentes das gerais. 
Eles sempre tem historias pra contar.
Dito e feito! Conversa vai, conversa vem, uma broa aqui, um pãozinho de queijo ali, mais um café com rapadura.... e eis, que no meio da conversa, adentra no estabelecimento o Dr. Diogenes, medico da região.
O Dr. mora em uma cidade próxima e percorre a região atendendo aos chamados.
Medico experiente, vivido, com quase quarenta anos de clinica, já viu de tudo um pouco.
Porem, exatamente nesse dia, ao atender a um chamado, uma coisa inusitada aconteceu.
Ele chegou a venda, ainda espantado com o acontecimento, e logo se pos a contar o fato.
Ele contou lá, com todo seu sotaque mineiro, e eu repito aqui pra vocês:
- Cês num vão acreditá!
- Acreditar no que, doutô? Disse o dono da venda.....
- Sabe o Seu Toinzinho, da Maricota, la do Desemboque, avô do Salustiano?
- Sei....
- Pois é, fui chamado la pra atendê ele, pois disseram que tava nas urtimas.... Chegando lá, vi o véio deitado no catre, dismilinguido, branco, parado, parado quetinho com os óio fechado. Parecia já defunto!
-Viche, doutô, e aí?
- Bão, já que eu tava ali, examinei o véio. Ainda tava vivo! Mas tava ruinzinho dimais. Disnutrido, coração fraquinho quase parando, e uma moleza que fazia dó!
A família toda chorosa em vorta, me pidindo que fizesse arguma coisa. Fazê o que?
Véio disnutrido é igual criancinha de leite, quarquer coisa dirruba.
Pensando nisso, e sem nenhuma outra alternativa da medicina, perguntei:
- Tem alguma moça parida recente aqui por perto? Se tiver traga lá......
Pensava com meus botões, quem sabe se um pouquinho de leite materno num ajuda ele? Num tem nada melhor pros bacurizinhos do que leite da mãe... Ele tá qui nem bacuri..... Quem sabe......
Num deu cinco minutos e entra na casa uma moça,  ainda novinha, com um bebe no colo.
Rapariga forte da roça, roliça, cheia de carnes e com seios fartos, volumosos.
Expliquei a ela a minha ideia e ela, solidaria, topou!
Levei ela pro quarto e coloquei ela sentada ao lado do catre, pertinho do véio.
Pedi uma colherzinha de café, e a moça, desnudando os seios, colheu um pouquinho do leite, que gotejava de seus mamilos.
Levei a colherzinha, com muito cuidado, aos lábios do véio.
Surpresa!!!!!
Quase imediatamente ele abriu um olho.......
Espanto geral!!!
De pronto, pedi que trouxessem uma colher de chá.
Repeti o procedimento e......o véio abriu o outro olho!!!!
Pedi então uma colher de sopa, resolvido a aumentar a dose.
Com essa nova dose, o véio, ate já um pouco mais corado, se assenta na cama......
Pra meu espanto, ele murmura alguma coisa.... remedinho bão esse, pensei comigo mesmo.
Me aproximei mais dele, tentando entender o que dizia.
- Tá melhor, Seu Toinzinho?  Posso fazer mais alguma coisa pro sinhô?
Pra meu espanto, o véio, com um sorriso malicioso, olhando pra cabocla, me disse:
- Num era mió eu mamá não?


Ah, essas Minas Gerais.......






terça-feira, 28 de maio de 2013

O FRANGO!




PORQUE O FRANGO ATRAVESSOU A RUA?

Recebi um texto por e-mail e achei bastante interessante. Dando uma olhadinha na net percebi que varias pessoas o completaram, acrescentando novas visões. Dei tambem o meu pitaco e apresento aqui essa coletânea. É longa, mas é deliciosa, pela sua criatividade. Um frango atravessou a rua e, este simples ato, foi interpretado assim por diversas pessoas, todas elas conhecidas, cada um com o seu intelecto, cada qual a sua maneira:

Platão: porque queria alcançar o bem
Aristoteles: porque é da natureza do frango atravessar a rua
Sócrates: tudo que sei é que não sei.
Parmênides: o frango não atravessou a estrada porque não podia mover-se. O movimento não existe
Blaise Pascal: quem sabe? O coração do frango tem razões que a própria razão desconhece.
Sartre: trata-se de mera fatalidade. A existência do frango está em sua liberdade de cruzar a estrada.
Pavlov: porque antes eu tocava uma sineta e oferecia alimento ao frango do outro lado da rua. Agora, após vários experimentos iguais, basta tocar a sineta sem lhe dar alimento que ele a atravessará. É o condicionamento!
Clarice Lispector: a essência do frango está nas suas patas. As patas têm o frango. Quem vê as patas, vê o frango. A essência das patas é o correr, o correr abstrato. A estrada é a essência do correr. Quem vê o correr, vê a estrada.
Hipócrates: devido a um excesso de humores em seu pâncreas.
Kant: o frango seguiu apenas o imperativo categórico próprio dos frangos. É uma questão de razão prática.
Estóicos: o frango atravessou a estrada porque esse é um acontecimento necessário. É o destino. Já estava previsto pela ordem universal do cosmos.
Epicuristas: é prazeroso ao frango atravessar estradas. O que você acha, amigo?
Filósofos da escola de Frankfurt: é uma questão medíocre imposta pelos mentores de uma arte de massas que transformou a imagem de um frango em mais um produto da indústria cultural.
Filósofos medievais: para responder a tal questão, devemos primeiro deliberar se a expressão “frango” é puro termo esvaziado de sentido ou se a palavra que expressa a idéia genérica e universal de frango, ou ainda se se trata de um frango concreto em particular.
Schopenhauer: no ato de atravessar, está fugindo de si mesmo numa tentativa de aliviar o tédio e sofrimento que é estar vivo neste mundo sem sentido.
Newton: 1) Frangos em repouso tendem a ficar em repouso; frangos em movimento tendem a cruzar a estrada. 2) por causa da atração gravitacional exercida pelos outros frangos que já estavam do outro lado da estrada.
Descartes: o frango pensou antes de atravessar a rua; logo, existe!
Rousseau: o frango por natureza é bom; a sociedade é que o corrompe e o leva a travessar a rua.
Freud: na verdade a rua representa a relação com o seu progenitor, e o frango não é bem um frango....
Darwin: ao longo dos tempos, os frangos vem sendo seleciuonados de forma natural, de modo que, atuamente a sua evolução genética fe-los dotados da capacidade de cruzar a rua
Einsten: se o frango atravessou a rua ou a rua se moveu em sua direção, depende do ponto de vista. Tudo é relativo!
Marx: o atual estado das forças produtivas exigia uma nova classe de frangos capazes de atravessar a rua.
Netzche: ele desejava superar a sua condição de frango para tornar-se um super frango.
Martin Luther King:eu tive um sonho. Vi um mundo no qual todos os frangos podem cruzar a rua sem que sejam questionados os seus motivos. O frango sonhou.
George W Bush ; Sabemos que o frango atravessou a rua para poder dispor de seu arsenal de armas de destruição massiva. Por isso tivemos que eliminar o frango.
Obama: yes, he can
Feministas: Para humilhar a franga, num gesto exibicionista, tipicamente machista, tentando, além disso, convence-la de que, enquanto franga, jamais estará habilitada a cruzar a rua!
Datena: E uma pouca vergonha! Uma barbaridade...pôe no ar...pôe no ar aí as imagens do frango atravessando a rua!
Paulo Maluf: meu governo é que construiu o maior numero de passarelas pra frangos. Se novamente eleito, vou construir mais galinheiros desse lado para o frango não precisar atravessar. Alem disso, vou colocar a ROTA na rua, para dar mais segurança para o frango
Maquiavel: o que importa o porque? Estabelecido o fim de atravessar a estrada, é irrelevante discutir os meios  que utilizou para isso
Che Guevara: hay que cruzar la carretera, pero sin jamás perder la ternura
Capitão nascimento: Quem deixou o frango passar? Não era pra passar nenhum frango, porra!Esse frango è um moleque! Me traz o saco plástico e um cabo de vassoura que esse fanfarrão vai abrir o bico!
BILL GATES: Eu acabei de lançar a Chicken Office 2000; além de atravessar ruas, põe ovos e manda e-mails!
Capitão Kirk: Para ir onde nenhum frango jamais esteve
Lula: Eu não sabia que o frango tinha atravessado a rua. Mas se atravessou, nunca antes, na história deste país, um frango pôde atravessar a rua.
Faustão: Ô loco meu, olha essa fera aí atravessando a rua! Quem sabe faz ao vivo!
Dilma - "O frango atravessou pra ir receber o BOLSA MILHO, que acabamos de criar para garantir a igualdade social dos frangos menos favorecidos"..
HELOISA HELENA:A culpa é das elites estelionatárias, caucasianas e aristocráticas que usurpam a população de galinhas e mostra a sua capacidade de luta em defesa dos seus direitos. 
Shopenhauer: No ato de atravessar, esta fugndo de si mesmo numa tentativa de aliviar o tédio e sofrimento que é estar vivo nesse mundo sem sentido.
Shakespeare: Atravessar ou não atravessar, eis a questão!
Agnósticos: é impossível saber se o frango realmente atravessou a estrada. A incerteza há de pairar eternamente sobre esta questão.
Céticos: dizem que ele atravessou, mas será que atravessou mesmo? Precisamos investigar tal questão detidamente antes de fazer qualquer declaração a respeito.
Investigadores forenses: as evidências coletadas no local da travessia indicam fortemente que o frango de fato atravessou a estrada.
Ateus: o frango não atravessou a estrada porque ele não existe. Isso é uma crendice estúpida.
Deterministas: o frango não teve escolha. Aliás, nunca terá escolha, o livre-arbítrio não existe.
Parapsicólogos: todos sabemos que ele atravessou a estrada. Entretanto, o frango não o fez com seu corpo material. O fenômeno se deu através de uma bilocação de natureza ectoplasmática possibilitada pelo seu corpo astral que transcende as leis da física. Ele, por desejar intensamente estar do outro lado da estrada, foi capaz de desmaterializar-se e teletransportar-se mentalmente a fim de realizar seu ardente anseio. Pesquisas de cunho científico já provaram que isso é possível. Blá, blá, blá e blá… mais informações em nosso centro de pesquisas www.blablabla.we.lie.
Cristãos: isso é um mistério que somente Deus pode responder.
Espíritas: o frango cruzou a estrada porque incorporou um espírito aventureiro.
Evangélicos: porque Jesus o ama.
Edir Macedo: por 10% que eu te conto.
Sabedoria popular: porque o lado de lá é sempre melhor.
Chapolin Colorado: todos os meus movimentos são friamente calculados.
Surfista: o bicho atravessou cara?… que demais… bicho manêro…
Maconheiro: olha isso cara… que viagem…
Fazendeiro: por causa de que arguém deixou a porta do galinheiro aberta.
Hemingway: to die alone in the rain.
Moisés: porque uma voz vinda do céu bradou ao frango: “cruza a estrada”. Então o frango cruzou a estrada e todos se regozijaram.
Ambientalista: Era um frango transgênico, não era?
Shintoista: Porque assim tem sido feito desde tempos imemoriais!
Sabio popular: porque o lado de lá é sempre melhor. 
Polyanna: Porque estava feliz.
Pinochet: El se fué, pero tengo muchos penachos de el en mi mano!
ACM: Estava tentando fugir, mas já tenho um dossiê pronto, comprovando que aquele frango pertence a Jorge Amado. Quem o pegar vai ter que se ver comigo.
Dorival Caymmi: Eu acho (pausa)... - Amááália, vai lá ver pra onde vai esse frango pra mim, minha filha, que o moço aqui tá querendo saber..
Paulo Coelho: Para exorcizar seus demônios internos e entrar em harmonia com seu espírito. Atravessar a estrada é um ritual simbólico de passagem pelas tormentas da alma em busca de seu próprio caminho, como São Tiago de Compostela
Hitler: Para provar a superioridade dos frangos arianos. 
Carl Jung: Está no inconsciente coletivo dos frangos atravessar a estrada. 
Gugu: Para ver o Pintinho Amarelinho.
Umbandísta: Cruzou a estrada para não virar ebó na encruzilhada..!!!
Ludvigg Van Beethoven: Tchan tchan tchan tchaaaaan!!!
Zeca Pagodinho: Porque do outro lado da rua tinha uma Brahma gelada
Nelson Rodrigues: Porque viu sua cunhada, uma galinha deliciosamente sedutora, voluptosa, passeando sozinha do outro lado. 
Caetano Veloso: O galinho é amaro, é lindo, uma coisa assim amara. Ele atravessou, atravessa e atravessará a estrada porque Moreno, neto de D.Canô, quisera comê-lo...ou não!!
Gilberto Gil: Esse menino, o frango traz consigo toda essa coisa linda de ser ave, ser um bicho penoso, no sentido de aflorar em si enquanto ser de pena toda uma franguitude, que é brasileira, que é do povo, do bicho, do ser que solta sua franga para além das fronteiras da rua, e isso é lindo!
Pedro Bial: Pra dar mais uma espiadinha.

Carla Perez: porque queria se juntar aos outros mamíferos!

Nota: Adaptado de texto recebido por e-mail


 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

O Padre e o sabonete




Freira expulsa de convento por ter página do Facebook

«Hoje expulsaram-me do convento. Algumas irmãs quenianas tornaram a minha vida impossível».

“Foi assim que a freira María Jesús Galán anunciou no Facebook a sua expulsão do convento, escreve o site noticioso da Globo. Conhecida na cidade espanhola de Toledo como a ‘irmã internet’, viveu naquele convento mais de 35 anos. O Arcebispado de Toledo recusou-se a comentar o caso, divulgado pelo jornal ABC Toledo, e considerou-o um assunto interno da comunidade religiosa. Fontes anónimas descreveram ao jornal o ambiente tenso no convento Santo Domingo el Real entre a freira cibernauta e as outras irmãs. A noticia provocou protestos nas redes sociais. No perfil da freira, muitos deixaram mensagens de apoio de diferentes lugares do mundo.”

Ao ler essa noticia me lembrei de um uma anedota que me contaram outro dia.
Já não fazem mais freirinhas como antigamente.
Hoje elas estão plugadas no mundo real.


Num domingo, dois padres foram tomar banho bem cedo, antes da missa, mas esqueceram o sabonete.
Um dos padres falou:
- Vou buscar dois no meu quarto, que fica logo alí no fim do corredor.
Como era domingo, o convento estava vazio e eles estavam com pressa para irem à missa, ele foi buscar os sabonetes do jeito que estava, pelado mesmo.
Na volta, com os sabonetes um em cada mão, ele deu de cara com três
freiras que, apesar de bem cedo, já estavam indo para a missa.
Sem ter o que fazer, o padre se fingiu de estátua.
 As freiras olharam, espantadas, para aquela nova estátua e comentaram entre si:
- Nossa, que estátua linda, perfeita...
Uma delas, então, ao olhar o "bilau" do padre, resolveu dar um puxão.
Ao sentir a dor, um sabonete escorregou de sua mão.
As freiras, mais espantadas ainda, falaram:
- Não é uma estátua, mas sim, uma máquina de sabonetes!
A outra deu também um novo puxão e outro sabonete escorregou...
- Nossa, que maravilha! Exclamaram com felicidade.
A terceira freira, não querendo ficar para trás, logo puxou o "bilau" do padre,
nada, e puxou... e nada...
E puxou... e nada.... e repuxou... e puxou... e repuxou... e puxou... repuxou... puxou... repuxou... puxou... repuxou... puxou...  repuxou... puxou... repuxou... puxou...
E finalmente, maravilhada, disse:
- Deus seja louvado, essa maquina tem até shampoo!!!


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Papos de Buteco 66 – O luto





Olha eu aqui de volta!!!!!!!

Andei estes últimos meses bastante atribulado com diversas atividades, muitas viagens e um novo amor. Isso mesmo! E a quem interessar possa, vai tudo muito bem.

Vou tentar recomeçar a vida blogueira e retornar com novas postagens e principalmente as visitas aos amigos, com os quais ando em falta. Não esqueci de ninguém, de vez em quando andei dando uma olhada rápida pelos blogs, mas me abstive dos comentários, pois não poderia acompanhar de perto. Tentarei agora faze-lo com mais freqüência.



Papos de Buteco – O luto



Fim de ano, vida atribulada, muitas festividades programadas aqui no Buteco.

Festas de empresas, de amigos, enfim, festas que movimentam o nosso dia a dia e propiciam uma renda adicional que não podemos dispensar.

Muito trabalho, mas compensa!

Numa destas festas de turma de amigos, teve uma onde estava presente o Juvenal.

Juvenal é um cara boa praça, bonachão, sempre sorridente, conversa boa, já na casa dos sessenta, mas ainda de aparência jovial e muito namorador.

No meio da festa, Juvenal se aproximou do balcão par me cumprimentar e bater um papinho, coisa que sempre faz quando aqui aparece.

Conversa vai, conversa vem e o Juvenal me disse que estava de namorada nova, uma viúva bastante apetecível que ele conhecera recentemente.

Mulher bonita, já se aproximando também dos sessenta, ficara casada por mais de trinta anos e perdera o marido há quatro anos e nunca mais fez contato com nenhum homem.
A filha, colega de serviço do Juvenal, cansada de ver a mãe tão triste, insistiu muito e apresentou-a ao colega. O espírito alegre e brincalhão do Juvenal, poderia desperta-la novamente para  vida. E os dois acabaram se dando muito bem...

Mas houve um imprevisto, me disse o Juvenal.

Depois de seis semanas saindo quase todas as noites, o Juvenal já estava ansioso em fazer sexo com ela, mas ela resistia. Então ele resolveu leva-la à praia num fim de semana. Ali, os dois sozinhos, hospedados no mesmo quarto, a transa certamente ocorreria. Era tiro e queda!

Na sexta feira chegaram ao hotel e após o check in, os dois sozinhos no aposento luxuoso que ele reservara, ela ainda muito envergonhada, tira a roupa e fica nua, com exceção de uma minúscula calcinha de renda preta, e diz ao Juvenal:

- Você pode fazer o que quiser comigo, mas aqui em baixo - apontando para a calcinha - ainda estou de luto!!!

Foi um balde de água fria no pobre homem.

Aquele mulherão, peladinho, areia pra lotar qualquer caminhãozinho, veio logo com essa restrição. A cobiçada de luto!

Na noite seguinte, a mesma história.

Não resistindo, perguntei ao Juvenal:

- E aí, meu caro, perdeu a viagem? O passarinho morrendo de fome e a vasilha do alpiste fechada?

Prontamente o Juvenal me respondeu:

-Você parece que não me conhece!

E prosseguiu com a historia:

- No domingo a noite, aos 45 minutos do segundo tempo, eu já desesperado, pensei com meus botões – De hoje não passa!

- Entramos no quarto para a ultima noite e ela vai ao banheiro se arrumar e quando volta, fica apenas com a calcinha de renda preta, de frente para mim que estava ali peladão, com uma ereção daquelas e o bilau recoberto por uma camisinha preta!

Ela olha espantada e pergunta:

- Mas o que é isso? Uma camisinha preta?

Ao que eu  respondi:

- Pois é, eu vim dar meus pêsames!



Cai na gargalhada. Não é que o Juvenal achou uma saída para o embrolho?

Ele me disse que o luto acabou naquele dia,

Carpiram o defunto a noite inteira e a viúva nunca mais se lembrou do falecido.


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