Tela do artista plástico moçambicano Antero Machado.

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Mostrando postagens com marcador Da boca pra fora. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Tenha-me...

Hoje eu resolvi postar esse poema de uma guria gaucha que me encanta desde sempre.
Falo da deliciosa Luna Sanchez que, mesmo ausente do mundo dos blogs, o reeditou pelo Facebook e eu o acho lindo e sensual. 
Eu pedi licença a ela para postá-lo, pois queria ofertá-lo, como um mimo, a uma pessoa que após longos anos resurgiu encantadoramente na minha vida.
Essa pessoa sabe quem é! 

É para ler e/ou ouvir 



 * A foto roubei de Luna

terça-feira, 24 de julho de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012

À flor da pele.....

Neste dia de hoje em que se homenageia as mulheres, resolvi neste post homenageá-las através desta mulher que aprendi a admirar.
A conheci através dos blogs e o nosso relacionamento se mantêm através deles. Mesmo assim, com este contato restrito, ela me toca, me emociona.
Essa grande mulher, no alto de seus 1,59 m, tem uma alma de um tamanho e fortaleza que transcende o seu corpo físico. Alma de poeta é assim, imensa. 
A sensibilidade aflora, à flor da pele!
Ela é toda sensações.
Seus poemas expressam a sua visão da vida, das coisas ao seu redor, de si mesma. 
Ela é intensa, visceral.
As vezes crua, realista, de outras vezes demonstra toda a sua alegria e vontade de viver. Plenamente!

 Fatima C Amaral

Em seu blog “À flor da pele”  ela assim fala de si mesma:

“Sou alguém que fala em silêncio, em palavras escritas, não em palavras ditas. Não encontro rumos em sonhos, não caminho na realidade, mas em algum lugar estou. Sou alguém que gosta mais da noite que do dia. E quando ela chega o silêncio vem me fazer companhia, me torno palavras e linhas, em meu ser e fora dele, tudo fala, dispo minha alma. Nesse momento sou mais minha. Egoísta...talvez. Tenho medos, tenho segredos, dores sem curas, alguma coragem uma dose de insana/sanidade. Estou em muito do que escrevo, não sei se nas linhas ou entrelinhas. Bem, isso fica entre seu parecer e meu ser.” 
(Fatima Amaral)

Eis um pouquinho dela através de seus poemas. Fica dificil escolher só um ente tantos, então resolvi postar alguns dos que mais gosto.
Para ler e/ou ouvir

Eu, minha senhora


Ando agora.
Apagando com cuidado o quadro negro da memória.
Relendo lembranças, jogando papeis fora.
Em partes de mim que me cabem
Vou dizer todos os nãos e sins
mesmo que desagrade
Ando eu agora.
Ando com esse tempo, não o lá de fora
Mesmo nas madrugadas, atenta como o dia
Ouvindo da noite somente o que alivia.
Sem desamarrar o entardecer dos laços,
Sem deixar para traz os mais importantes abraços.
E mais fácil para os pulmões
respirar somente o ar de hoje,
Sem me inflar com os porquês de outrora,
ou os ansiosos de amanhãs.
Já que vida não tem prazo.
Escolho.
No meio de tantos sonhos
que se levantam todos os dias
Só quero os desse.
Quero o bom do saber que passei por mim
E que aos poucos fiquei.
Eu, minha senhora.
Ontens


E pego um tanto de ontens
E me debruço com eles à janela
Alguns, estendo ao lado
Molhados de lágrimas,
Deixo-os secarem,
Se evaporam.
Outros tantos comigo conversam,
Absorta sigo seus rastros
Tiram de mim risadas
Um dia já sentidas.
Outros me fazem mais uma vez doer.
Esses me erguem,
Está neles tudo o que me serve.
E há os que não gosto
São nos ontens "de não devia"
Esses, ignoro
Já que passo atrás é impossível.
E depois de quentes pelo sol, alguns tantos
Ainda pego, ponho-os aqui dentro,
É quando os convido para olharem à frente...
Muitos são somente ontens,
Outros em hoje se tornam,
Alguns ficarão em mim amanhã.
Sensatez


Te provo aos poucos
Poucos poros por vez
Afasto-te
Assim não te gasto
Assim não te gosto
E nem desgosto

Te volto
Na saudade
Em mais pedaços
Me satisfaço

Mais nunca ao todo
Nunca de uma vez
Deixo para a volta
Para não cansar
Do desejo meu
Que teu já se fez.
Preciso do que há em mim...


Mudo meus caminhos
Me desfaço do teu sorriso
Ele não me faz sentir possível.
Aquieto-me em silêncio,
Escrevo nas paredes
O que penso.
Piso em chão não mais incerto.
Gosto do gosto do sentir, do verbo
Meu lugar me cabe,
Não são mais ocos os ecos.
Há no espelho imagem
Vejo de céus mensagem
nasci em mim, parto demorado,
tempo necessário.
Nos passos que sempre andei
Foram somente os meus números
que procurei.
Encontro-me,
E me digo...
Eu preciso do que hoje há em mim
Como nunca precisei antes.
 Atrevida
 

É o toque na pele
Os poros dilatados
É o vai e vem da vida
Você ao meu lado
Dia e noite acordados
Nos arrepios dos poros
É fogo fervendo água
Nas minhas secretas maldades
Impudicamente ousadas
É o subir da descida
Se não for assim, não sinto vida
Há de ser atrevida
Se for para acabar contigo
Acabo.
Mas que seja com um gemido.
Do encontro


Nesse mundo vasto....
Em raras vezes me acho
Na maioria me deixo.
Enquanto me procuro
Me perco de mim,
O tempo todo,
Em todos os tempos.
Não me encontro.
Penso, vasculho,
Rezo, prometo não me perder
Se acaso me achar, prometo.
Reviro gavetas, papeis,
Rabiscos de caneta
Me reviro ao avesso, nada!
Ando em todas as estradas
Olho em todas as direções, nada
Nenhum sinal de mim.
Canso e penso...
Acho que não me encontro, pela vastidão do meu mundo 
é terreno demais para percorrer, em apenas uma vida.
Mentira
 

Mente tudo
Mente a mente
Mente a boca entre dentes
Mente o sentimento,
Mente o sorriso
Sem aviso
Mente o corpo
Mentiroso maior
Mente a dor
O orgasmo, ah como mente
Mente, fingindo de prazer
Mente o drama e trama
Mente. Fingindo dormente

Mas alma não mente
Sente, mas não mente
Pode não dizer
Apenas sente
Mas não mente
Não mente os arrepios da pele
Não mente a oração
Não mente os vãos
Não mente os poros da alma
Os olhos não mentem
E esses são dela
Alma não mente.
Medo
 

Alienado pelo medo
Juntando segredos
Fazendo deles grades
Prisões que o invadem.

Cérebro encarcerado.
Pena de morte.
Em vida condenado.

Sufocando em desespero,
Desafio de cego
O cego de venda proposital.
Criando no bem
Seu próprio mal.

Dominado pelo absurdo
Deixando-o
Cego, mudo, surdo.

Apavorado pelo trinco
A porta é seu inimigo.
Trancando em seu casulo
Fazendo do medo seu mundo.






quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Tempo (para ler e/ou ouvir)

 
 
Tempo

Seria agora o tempo
 de organizar as palavras 
clarear o pensamento?
Tempo de observar, 
tempo de construir,
 tempo de ficar atoa
olhando bem dentro de mim.
 
Tempo de passear,
 tempo de olhar o mar 
vendo o voar das gaivotas
no mergulho para pescar.
 
Tempo de olhar a vida, 
observar ao redor, 
receber gotas de chuva, 
deixar a onda bater,
secar ao sol
tendo na pele o sal do mar.
 
Tempo de namorar,
recarregar as baterias,
curtir as crias,
plantar rosas,
cozinhar,
escrever, poetar, 
sei lá...
 
Só sei que o tempo não para
e cada minuto conta...
eu te afirmo, não repara,
continuo minha lida,
não vivo de faz de conta,
é assim que eu levo a vida...



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Descoberta

 (para ler e ouvir)



O recato da espera, 
coadjuvante assentida 
o olho que tudo vê.
A mão que se estende,

a boca sedenta, 
água que não sacia.
Lucidez.
Fuga.
O despertar.
A divina sensação de renascer, 

a descoberta.
O conhecimento do corpo, 

sentidos em alerta,
músculo teso, rijo.
Reflexos aguçados.
A iniciativa.
A ação.
O ato.
Sem vencedor nem vencido.
Sem sexo.
Sem nudez.
Só tesão...
E basta!


 Este poema foi feito, tempos atras,  em um comentario a uma postagem da Suzana/Lily no blog O medo de Suzana 


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Festejando Miss Moon - ℓυηα

Hoje é o aniversário da Luna Sanchez.

Essa encantadora guria gaúcha que gosta de brincar com as palavras. E como brinca bem! Essa menina/mulher completa hoje mais um ano, de uma vida certamente bem vivida, de uma pessoa antenada, que curte o viver intenso, se arrisca, amplia limites, provoca.
É a minha doce Miss Moon!
Neste momento não me proponho a falar de seus dotes pessoais, da sua sensualidade, malicia, bom  humor, inteligência aguçada, esperteza, liberdade, fineza, sensibilidade, molecagem, cordialidade, educação, gentileza, generosidade, da criatividade,  da maravilhosa capacidade de expressão ou o seu  vigoroso poder magico de encantar as pessoas. Isso tudo eu já disse e não vou reproduzir aqui, sob pena de correr o risco de me tornar repetitivo!

Ela transborda seus sentimentos e a sua malicia  em "Palavras...apenas momentos".  
E resolvi, neste instante para homenageá-la, me utilizar somente das palavras que ela mesmo “ajunta”, sempre com maestria. Peguei seus textos de uma coletânea de pequenos poemas, de uma serie que ela intitula “Em menos de dez linhas” e gravei a minha leitura deles.
E não é que nestas poucas linhas ela diz tudo? 
Quem me ensinou a gravar os áudios, transforma-los em MP3 e hospeda-los para poder utilizar nas postagens foi ela, a minha“professorinha virtual”.  Ah, ela ainda tem uma paciencia de monja. Hoje eu pretendo usar e abusar deste aprendizado. Portanto, por culpa dela mesma, o feitiço “virou” contra a feiticeira e eu quero aqui presenteá-la, como se estivesse em Porto Alegre, no sofá da sua sala, a recitar para ela os seus poemas.

“Visto-me de palavras: escrever é meu hobby de seda pura.” (Luna)

Antes fosse
só um calafrio
desses que passam logo
e não deixam marcas nem vazio.
Mas é mais do que isso, é febre,
estou denunciada no meu olhar vadio.
Apura os teus instintos : sente em mim
- entre os seios e as coxas - o cheiro
e o gosto doce
do cio
E de repente, em um vento forte,
a fúria assustadora das marés.
Início e fim, vida e morte,
meu mundo no compasso do revés.
Nessas ondas altas viro estrela sem norte,
o sal das águas invade o meu convés.
Mas não desisto e mesmo entregue à própria sorte
domo as tempestades, acalmo as ventanias
e então o mar se rende, me devolve a calmaria
e com gentileza e doçura, me afaga os pés.
  
É nova essa vontade que inebria
ou talvez não, quem sabe apenas dormia.
Crescente o desejo, noite e dia,
eu, cheia de graça, sou tua poesia.
Não minguamos, meu bem, sorria :
passeio nua pelo teu céu - teu calor me arrepia -
e derramo com gula, entrega e ousadia
minhas luas nos teus quartos. Quem diria...!
A minha boca sorri, chama, beija,
geme, pede, implora.
Quer a tua antes, depois,
desde sempre, agora.
Me banha com saliva quente,
me provoca, me arrepia, me devora!
Me prova
- me prova - com língua e dentes
que o teu desejo, enfim,
não é só da boca pra fora

Toalha molhada
jogada sobre a cama
não me faz reclamar
nem perder a razão
desde que eu seja deixada,
com um sorriso sacana,
no mesmo lugar
e na mesma condição.
É justo, não?

Mudo o foco, desvio a trajetória,
te dou uma última chance
pra me evitar.
Aproveita e foge!
Depois será tarde demais
e não vou acreditar que não sabia
do sério risco que corria
de ficar preso
no meu olhar.

No bar, o cliente pediu
qualquer coisa pra beliscar.

Apaixonada, a garçonete ofereceu
as próprias coxas. 


Parabéns de coração, guria!!!!!  Um grande beijo procê.


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