Tela do artista plástico moçambicano Antero Machado.

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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Carão

 

Ontem fui ao supermercado e vi uma placa  dizendo que o arroz estava em promoção a 16,50

Vi um senhor com um carrinho com uns 20 pacotes e eu indo a prateleira vi que la não tinha mais nenhum....

Fui até seu carrinho e atrevidamente peguei 2 pacotes e coloquei de imediato no meu. 

Ele não esboçou nenhuma reação!

Fiquei olhando para ele, de cara amarrada, e ainda o interpelei se ele não sentia vergonha de pegar tudo aquilo e deixar os outros sem nenhum. Questão de empatia, solidariedade!

Ele me deixou esbravejando com uma cara impassível! Num intervalo da minha bronca ele gentilmente me respondeu:

- Calma senhor, eu sou apenas o repositor do mercado

Eu, sem graça, estou procurando minha cara no chão até agora...






sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Papos de Buteco 66 – O luto





Olha eu aqui de volta!!!!!!!

Andei estes últimos meses bastante atribulado com diversas atividades, muitas viagens e um novo amor. Isso mesmo! E a quem interessar possa, vai tudo muito bem.

Vou tentar recomeçar a vida blogueira e retornar com novas postagens e principalmente as visitas aos amigos, com os quais ando em falta. Não esqueci de ninguém, de vez em quando andei dando uma olhada rápida pelos blogs, mas me abstive dos comentários, pois não poderia acompanhar de perto. Tentarei agora faze-lo com mais freqüência.



Papos de Buteco – O luto



Fim de ano, vida atribulada, muitas festividades programadas aqui no Buteco.

Festas de empresas, de amigos, enfim, festas que movimentam o nosso dia a dia e propiciam uma renda adicional que não podemos dispensar.

Muito trabalho, mas compensa!

Numa destas festas de turma de amigos, teve uma onde estava presente o Juvenal.

Juvenal é um cara boa praça, bonachão, sempre sorridente, conversa boa, já na casa dos sessenta, mas ainda de aparência jovial e muito namorador.

No meio da festa, Juvenal se aproximou do balcão par me cumprimentar e bater um papinho, coisa que sempre faz quando aqui aparece.

Conversa vai, conversa vem e o Juvenal me disse que estava de namorada nova, uma viúva bastante apetecível que ele conhecera recentemente.

Mulher bonita, já se aproximando também dos sessenta, ficara casada por mais de trinta anos e perdera o marido há quatro anos e nunca mais fez contato com nenhum homem.
A filha, colega de serviço do Juvenal, cansada de ver a mãe tão triste, insistiu muito e apresentou-a ao colega. O espírito alegre e brincalhão do Juvenal, poderia desperta-la novamente para  vida. E os dois acabaram se dando muito bem...

Mas houve um imprevisto, me disse o Juvenal.

Depois de seis semanas saindo quase todas as noites, o Juvenal já estava ansioso em fazer sexo com ela, mas ela resistia. Então ele resolveu leva-la à praia num fim de semana. Ali, os dois sozinhos, hospedados no mesmo quarto, a transa certamente ocorreria. Era tiro e queda!

Na sexta feira chegaram ao hotel e após o check in, os dois sozinhos no aposento luxuoso que ele reservara, ela ainda muito envergonhada, tira a roupa e fica nua, com exceção de uma minúscula calcinha de renda preta, e diz ao Juvenal:

- Você pode fazer o que quiser comigo, mas aqui em baixo - apontando para a calcinha - ainda estou de luto!!!

Foi um balde de água fria no pobre homem.

Aquele mulherão, peladinho, areia pra lotar qualquer caminhãozinho, veio logo com essa restrição. A cobiçada de luto!

Na noite seguinte, a mesma história.

Não resistindo, perguntei ao Juvenal:

- E aí, meu caro, perdeu a viagem? O passarinho morrendo de fome e a vasilha do alpiste fechada?

Prontamente o Juvenal me respondeu:

-Você parece que não me conhece!

E prosseguiu com a historia:

- No domingo a noite, aos 45 minutos do segundo tempo, eu já desesperado, pensei com meus botões – De hoje não passa!

- Entramos no quarto para a ultima noite e ela vai ao banheiro se arrumar e quando volta, fica apenas com a calcinha de renda preta, de frente para mim que estava ali peladão, com uma ereção daquelas e o bilau recoberto por uma camisinha preta!

Ela olha espantada e pergunta:

- Mas o que é isso? Uma camisinha preta?

Ao que eu  respondi:

- Pois é, eu vim dar meus pêsames!



Cai na gargalhada. Não é que o Juvenal achou uma saída para o embrolho?

Ele me disse que o luto acabou naquele dia,

Carpiram o defunto a noite inteira e a viúva nunca mais se lembrou do falecido.


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Papos de Buteco 65 - É tudo um mal entendido!!!




Não me canso de dizer que o balcão do Buteco é uma janela para o mundo.
Daqui tudo se vê, de tudo se escuta.
Daqui se observa as situações mais inusitadas.
Outro dia, estava eu pachorrentamente recostado no balcão, esperando o happy hour, sempre muito movimentado por aqui, quando me surge à porta, o Praxedes, cujo apelido é “Condensado”, pelo seu tamanho pequeno e corpo atarracado. Singelo o apelido, né?
Notei que ele estava com uma dificuldade ao andar e não aceitou o convite para se assentar ao balcão, preferindo tomar seu aperitivo de pé.
Notei também, que ele estava meio macambuzio, com o olhar baixo, parecendo ressabiado com alguma coisa.
Eu não disse nada e nem nada perguntei.
Macaco velho, sei que logo logo ele se abriria e me contaria tudo que lhe aperreava. Balcão de buteco é assim, igualzinho divã de analista, se o cara veio aqui por vontade própria é porque ele quer botar pra fora tudo que o atormenta.
É só esperar com calma que o individuo desanda a falar.
Depois de tomar umas branquinhas, não é que ele em voz baixa, meio que ao pé do ouvido, começa a falar:
- Lufe, vou te contar uma, mas você me promete boca de siri, promete ser como um tumulo, promete que dessa boca nada sairá?
Já fiquei logo de orelha em pé! Começar uma historia assim desperta curiosidade em qualquer um, ainda mais num dono de buteco.
Cruzando os indicadores em cruz diante dos lábios, fiz a promessa:
- Condensado, dessa boca não sai uma palavra!

Como eu não prometi calar os dedos ou não tocar no teclado, conto por aqui pra vocês, do jeitinho que ele me contou.......rsrsrs

Há três dias atras, um prisioneiro escapou do presídio, depois de 15 anos enclausurado e durante sua fuga, ele encontrou uma casa, arrombou e entrou.
Era justamente a casa do Condensado.
E êle deu de cara com o casal que estava na cama.
Então, ele arrancou o Condensado da cama, o amarrou numa poltrona e depois amarrou a mulher na cama.
O marido viu o bandido deitar-se sobre a mulher, beijar-lhe a nuca e logo depois, levantar-se e ir ao banheiro.
Enquanto ele estava lá, Condensado falou para sua mulher:
-  Amor, ouça, esse cara é um prisioneiro, olhe só suas roupas! Você está de camisola! Ele provavelmente passou muito tempo na prisão e há anos não vê uma mulher, por isso te beijou a nuca. Se ele quiser sexo, não resista não reclame, apenas faça o que ele mandar, dê prazer a ele para que ele se satisfaça logo e vá embora nos deixando vivos. Esse cara deve ser perigoso, se ele se zangar, nos mata. Seja forte, amor, eu te amo!
Então a mulher respondeu:
- Estou feliz que você pense assim. Com certeza ele não vê uma mulher há anos, mas você se enganou, ele não estava beijando minha nuca. Ele estava cochichando em meu ouvido.
- É mesmo? Perguntou o Condensado – E o que ele disse?
- Ele me falou que te achou muito sexy e gostoso e perguntou se temos vaselina no banheiro. Eu disse que tinha e ele foi procurar. Seja forte, amor, e nos salve.
 Eu também te amo!

Entenderam agora o acabrunhamento do Condensado?
Não era pra menos.
No final ele me disse que o prisioneiro foi até delicado com ele.
O duro foi aguentar a fungueira no cangote.

Piada recebida por e mail sem autoria definida


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Papos de Buteco 63 - Saldo positivo!

 Vida de dono de Boteco de classe é sempre um problemão!
Matéria prima de qualidade, para confecção dos pratos, alem de difíceis de achar, andam pela hora da morte.
Encontrar carne fresca de qualidade? Só importando do Uruguai.
Verduras e legumes que não estejam impregnadas de agrotóxicos, somente comprando de agricultores orgânicos, que não são nada bobinhos.
Trigo para as massas, ovos, azeite de qualidade, idem!
Como manter a qualidade do serviço a preços competitivos.
Eu não tenho a coragem e nem a índole destes donos de restaurante que fazem promoção no preço de pratos, para chamar a freguesia e na hora de apresentar a conta colocam o preço do refrigerante a 8 reais e a água mineral a 6 reais. Aqui em Beagá tem muitos assim. Só que os clientes se sentem engalobados e nunca mais voltam. Ninguém gosta de ser ludibriado. A única opção que um comerciante sério tem, é o de tentar de todas as maneiras baixar os custos. Tarefa complicada, pois as vezes temos de investir mais para poder aprimorar a qualidade dos nossos funcionários e pesquisar constantemente o mercado em busca de parcerias com fornecedores que, em troca da garantia de compra de sua produção, nos forneça a preços decentes.
Estava eu aqui, por trás do balcão, em minhas ruminanças, cabeça cheia dessa problemática e eis que aparece por aqui o Carlos Augusto, empresário bem sucedido, simpático, bem casado, que a bastante tempo não aparecia por aqui.
Achei estranho, pois ele vinha com um ar abatido, um pouco mal arrumado, nem de longe parecendo aquele "Casaugusto" que todos nós aprendemos a gostar.
Fui a sua mesa, me assentei e fui logo perguntando:
- Ô Casaugusto, aconteceu alguma coisa? Vejo que esta meio abatido.....
Ele me olha com uns olhos tristes, quase de cachorro sem dono, e me conta na lata que perdera o filho num desastre de automóvel.
- Que é isso cara, que perda! Como foi acontecer tal coisa?
-Tava ele e a irma, meus únicos filhos, meu casalzinho, morreram os dois!
- Puxa Casaugusto, que lastima, Você e sua mulher devem estar sofrendo demais.
- Ela nem tanto, diz ele.  Deve estar num bem bão com o amante!
- Ela tinha um amante?
- Tinha sim, e fugiu com ele!
- Cara, que doidera! Você deve estar se enterrando no trabalho pra não pensar....
- Que nada, a empresa entrou em concordata.
- O que???? Mas como foi isso? Aquela empresa solida!
- Pois é! O amante dela é o meu ex-sócio que na hora da fuga deu um tremendo desfalque na empresa levando-a a ruína!
- Casaugusto, estou estupefato!
- Pois é.....
- Cara, neste tempo todo não surgiu nada de positivo?
- De positivo?
- É, de positivo!
- Ah, tem sim....
- Então Casaugusto, o que é que tem de positivo?
- O teste de HIV !!!!!

E eu aqui pensando, que era eu quem tinha problemas.....
Depois dessa, acho que tudo é fichinha, tiro de letra!


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Papos de Buteco 62 - Pinga fiada



Como eu já disse varias vezes para vocês, dono de boteco vê de tudo. De tudo mesmo!
Como o meu Buteco não tem portas, ele esta aberto as 24 horas do dia e mais alguma se o dia a tivesse. Os casos são tantos que a gente ficaria dias e dias a contá-los e ainda teria muito caso pra contar nessa e na outra vida.
Tem vários casos inusitados, mas hoje eu separei dois, dos que eu me lembro, do povo que chega pra beber sem pagar.

Num certo dia um mineirim, já conhecido por aqui por filar pinga sem nunca botar a mão no bolso, chega no bar e pergunta:
- Ô seu Lufe, cê pode me vendê uma pinga fiada?
Eu, já com o saco cheio dele vir filar pinga sem nunca mostrar um dinheirinho, resolvi lhe aprontar uma e disse:
- Tá vendo aquele cara bem forte e alto? É o seguinte: de tanto ele malhar, o seu pescoço parece que ficou pequeno, a cabeça até encostou no ombro. O apelido dele, à boca pequena, é pescocinho e quem chama ele pelo apelido cara a cara,  leva uma baita surra.
Se você tiver coragem de chamar ele de pescocinho, eu te vendo fiado por um ano!
O minerim coça a cabeça, olha meio de soslaio e sai de mansinho em direção do galalau.
O mineirim chega até a mesa do grandão, dá um tapinha nas costas do cara e diz bem baixinho:
- Ô meu amigu, cê tá bão?
- Amigo? Mas que amigo, eu nem te conheço! – responde o talagão!
- Uai! A gente já não pescô junto?
- Não, nunca pescamos não!
Aí o minerim diz bem alto pra todos ouvirem:
- PESCÔ SIM !!! Ocê qui num se lembra!!!

Não é que o fedazunha me engasopou? Tou eu aqui fornecendo pinga de graça pro safado já fazem seis meses!

De outra feita, uma garota completamente nua entra no Buteco e pede uma cachaça.
Lindeza de morena, tudo no lugar certinho, parecia que cada curvinha dela foi traçada no compasso. Daquela feitas na forma, que depois foi jogada fora. Igual a essa belezura, não tinha outra. Peça de primeira, tudo nos trinques.
Eu peguei  a bebida e, ao passar-lhe o copo, debrucei-me sobre o balcão para observar seu corpo pelado. Lindo! Peladim, peladim, pêlo só na cabeça, duas trancinhas. Lisinha , lisinha!
Pouco depois a garota vem e me pede outra cachaça.
E a sirvo e volto a debruçar sobre o balcão e a olho com muita atenção. Até exagerada, eu confesso! Conferia detalhe por detalhe....tim tim por tim tim!
Com isso, ela se irrita e questiona:
- Por que você está olhando tanto? Nunca viu uma mulher nua?
Educadamente, eu lhe respondi:
- É claro que já vi, uai! E eu vou falar uma coisa procê. É bão dimais da conta, sô! E eu gosto muito! Mais num é prá isso que eu to olhando não. Eu tô é querendo sabê de onde é que ocê vai tirar o dinheiro pra pagá as pinga!

Ela tava achando que ia me levar na lábia? Ou me fazer perder nas curvas dela? Tava pensando que eu sou besta? Boboca? Sei lá...... Talvez só um cadiquim, né mesmo?

Casos de dominio popular
Imagem do google

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