Tela do artista plástico moçambicano Antero Machado.

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terça-feira, 27 de julho de 2010

Criação diferenciada.

Na minha época, nos ensinavam a respeitar os mais velhos, respeitar as leis e as normas sociais, e levávamos umas boas palmadas, que não me fizeram mal algum.
Fui e ainda sou, filho de pais normais, não alcoólatras, drogados, neuróticos ou psicopatas. Simplesmente normais, e não dispensavam uns cascudos. Como diz o ditado popular, “pé de galinha não mata pinto”.
Em algumas conversas familiares sempre surgem brincadeiras sobre a nossa criação.
Fomos criados para sermos aves raras neste zoológico em que vivemos.
Fomos criados para ser um Toni Blair, que ao saber que o filho foi preso dirigindo embriagado, foi buscá-lo sozinho na delegacia, sem seguranças e nenhum aparato, como pai responsável que era e, tornou o fato publico com um pedido formal de desculpas aos ingleses. Colocou ainda o cargo a disposição da rainha, que não aceitou.
Não fomos criados para conviver com dirigentes que acham normal o filho receber U$ 5.000.000 de uma empresa de telefonia, em pagamento de um produto que até hoje ninguém viu, em época da regulamentação da telefonia no país e ainda falam que “é perseguição política”!
Não fomos criados para conviver com dirigentes omissos, que não vêem nada, não sabem de nada, que se dizem traídos não se sabe por quem e que acham correto o “aos amigos tudo pode”.
Não fomos criados para oferecer propina a policiais para que livrassem um filho nosso de uma acusação de atropelamento sem socorro e fuga. 
Fomos criados para apoia-los, fornecer todas as condições de defesa, mas primeiramente, com certeza ele não fugiria do local nem deixaria de prestar socorro. 
Fomos criados para que em caso de erro, assumissemos a nossa culpa como homens corretos, doa a quem doer.
Não fomos criados para conviver com uma primeira dama que festeja a dupla cidadania, italiana, dizendo: “- Requeri, pensando no futuro dos meus filhos”.
Fomos criados para sermos como o Rei da Inglaterra, que quando instado a se retirar de Londres devido ao iminente bombardeio durante a II Guerra, resolveu ficar com os seus súditos e, a sua filha se alistou no exercito como enfermeira, que resgatava soldados feridos na frente de batalha. Ela é hoje a Rainha Elizabeth.
Eles não requereram cidadania ou abrigo em outro país pensando no futuro, eles foram parte ativa na transformação do futuro da Inglaterra e dos ingleses.
Fomos criados com outros parâmetros, outros exemplos!
Com os exemplos que temos hoje, com a educação na base da lei de Gerson ( você quer levar vantagem em tudo, certo?), num país com moral “flexível”, com quase 100.000.000 de eleitores que não completaram o segundo grau, qual será o futuro de nossos filhos?
Essa charge abaixo, representa fielmente a educação diferenciada dos dias de hoje. 


Teremos brevemente de pensar em leis que protejam os pais e os professores, da violencia que hoje já os ameaça. É essa a saida?
Estamos criando indivíduos sem referencias, sem conduta moral solida, sem respeito as instituições e ás leis. E eles serão o nosso futuro!!!
.

7 comentários:

  1. Seu blog está cada dia melhor! Quem diria, hein?
    Quando você começou, há bem pouco tempo, chegamos a pensar que seria difícil alimentá-lo, mantê-lo vivo e atualizado.
    Você conseguiu!!! Tem mantido a frequência sempre com posts inteligentes e que interessam a todos, independentemente de opiniões.
    Estou orgulhosa de poder te ler diariamente.
    Parabéns, mais uma vez.

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  2. Você reparou que tem vários pontinhos vermelhos na Europa? Acabei de contar SEIS!!!
    Tem um na China também.
    Seu buteco tá bombando. Não é à toa que você mandou traduzir o cardápio em várias linguas, rsss

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  3. Amigo! Que texto! Não tem nem o que comentar! Apenas aplaudir de pé um reflexão tão maravilhosa e tão complexa! Eu dou da mesma geração que tu, onde se levava umas boas palmadas para que fossemos homens de bem!
    Parabéns por teres descrito com tanta clareza e realidade o que muitos de nós pensam!
    Um abraço,
    Sandra

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  4. Eu convivo com duas realidades diferentes, pq metade das minhas origens estão no Brasil e metade aqui no Japão, aonde moro atualmente.

    No Brasil a educação já é permissiva demais. Alunos que batem em professores, escola que "se leva", etc. Em vez de preocuparem com a melhora no ensino... vão discutir palmadinhas?

    eu levei minhas palmadas. Era arteiro, bagunceiro... e tenho a certeza que hj não faço besteira na vida justamente por ter recebido educação. E tenho trauma das palmadas? Não, nem você, acredito eu.

    Obrigado pela visita ao blog. Gostei dos seus textos, vou acompanhar. Abraços

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  5. ah, eu já mandei um menino ficar calado em sala de aula e tive que ouvir um 'Você não manda em mim, meu pai que paga seu salário'.
    É triste...

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  6. Alexandre, seja bem vindo.Seu blog é de um bom gosto e uma sensibilidade incrivel.
    Você vivendo no Japão, terra onde se respeitam os velhos, professores e etc, e respeitam mesmo, deve achar estranho quando volta aqui ou tem essas noticias.
    Um abraço

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  7. Antes que eu esqueça ...adorei a Campanha Cala a boca,Dilma !!!!!!!!!!!!!

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